Resgate nos prédios é lento
Sexta, 27 de Janeiro de 2012 10h08
O subsecretário de Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro, Márcio Motta, informa que mais dois corpos foram localizados entre os escombros dos três prédios que desabaram na noite da última quarta-feira na Avenida 13 de Maio. Os corpos ainda não foram resgatados. No total, o Corpo de Bombeiros contabiliza cinco mortes (três corpos estão no Instituto Médico-Legal) e ainda procura 11 pessoas desaparecidas.
Uma das vítimas já foi identificada. É Moisés Moraes da Silva que, segundo sua prima Vera Lúcia dos Santos Freitas, que reconheceu o corpo, trabalhava como catador de papéis e se encontrava na porta de um dos prédios que desabaram na Avenida 13 de Maio. Uma equipe da Cruz Vermelha brasileira esteve esta manhã do IML para prestar assistência aos parentes das vítimas. A organização forneceu mantimentos e colocou uma equipe à disposição das famílias para atendimento psicológico.
Motta também informou que os três prédios geminados seguintes ao Edifício Liberdade (lado direito) foram interditados por precaução. “Interditamos por prevenção, mas vistoriamos um por um e não há risco de desabamento”, garantiu.
De acordo com os bombeiros, trabalham no local 60 homens da corporação, de quarto quartéis da região, em sistema de revezamento. Quatro cães farejadores auxiliam os trabalhos e identificaram focos onde, possivelmente, existam pessoas soterradas. A busca por corpos ou sobreviventes é feita com muita cautela para que outros desabamentos não ocorram. Por segurança, a área, que é bastante movimentada, foi interditada. A assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do estado informa que apenas um prédio permanece interditado. Os demais já foram liberados e o comércio nas imediações já funciona.
Policiais investigam as causas dos desabamentos. A suspeita mais provável, segundo os investigadores, é de colapso nas estruturas dos prédios, como falhas nas projeções. Foram descartadas motivações provocadas por vazamento de gás nos edifícios. O trabalho é dificultado pela poeira e a sujeira no local.
Para atender às famílias, foram montados dois núcleos de atendimento – um na Câmara Municipal do Rio e outro em uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF). Os dois locais estão próximos aos prédios que desabaram. Os atendimentos são feitos por funcionários da Defesa Civil e a prefeitura.
Fonte: Da Agência Brasil
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